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Birthday ride

Um passeio calmo em manhã de aniversário, pelas redondezas…

Dia de aniversário (algures em Maio)! ….Bom!

Um dia bonito! …Melhor!

A manhã livre! …Isto está a compor-se!

E um almoço com amigos, combinado algures ali na zona entre Porto Salvo e o Cacém: a escolha está feita!!!  Para uma manhã ensolarada, nada como uma volta à beira-mar.

Pensado e feito! O caminho inicialmente escolhido passou por vias rápidas (2ª Circular, IC19, A16) pois o objectivo era dispôr do máximo de tempo na zona escolhida para o passeio: a costa a oeste de Lisboa, mais concretamente, das Azenhas do Mar até ao local mítico dos motards (e não só, como veremos…): o Cabo da Roca.

Se o caminho até às Azenhas não tem muita história, lá chegados, a primeira surpresa: não havia sitio para tomar o cafézinho da manhã, pelo menos que fosse visível. Siga… até porque a vista desta pequena aldeia, a cair para o mar, é fabulosa!

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A segunda surpresa, ou talvez não, foi que depois do sol lisboeta, aqui pairava uma neblina marítima que tornava o ambiente um pouco mais baço.

Nada de anormal para a zona.

Certamente que para abrilhantar a foto que costuma ser o ex-libris da passagem pelas Azenhas do Mar, o sol teria dado algum jeito, mas o astro é soberano e a vista continua deslumbrante!

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Este miradouro, que fica a sul das Azenhas, passada a ponte e feita a subida que lhe sucede, é local de paragem obrigatória. Até porque depois seguimos por aí a estrada até à Praia das Maçãs, sempre com o mar à nossa esquerda.

Passada a Praia das Maçãs, a estrada vira para o interior rumo a Colares e seguimos ao longo da linha do Eléctrico de Sintra que desde 1904 transporta durante todo o ano (com reforço óbvio no Verão) passageiros entre a Vila de Sintra e a Praia das Maçãs, com paragens, por exemplo, em Colares, perto da Praia Grande, etc., num percurso de cerca de 13km.

Em Colares, nova paragem porque entretanto recordei-me: faltava o cafézinho! Tomado este, era tempo de continuar, até porque o tempo não era farto, havia compromissos…e dois objectivos a cumprir.

Em Colares, virar à direita (à esquerda iríamos para Sintra) e aproveitar a primeira excelente sequência de curvas até ao cruzamento para o Cabo da Roca. As curvas são boas e desenvolvem-se fluentemente a subir mas…o tráfego é sempre muito. Entre camionetas de turistas ou os transportes públicos locais, mais os muitos ciclistas que também aproveitam para desfrutar desta zona e os restantes utentes da via, leia-se motas e “enlatados”, mais vale adoptar um andamento muito calmo e sem pressas. Mais à frente teríamos a oportunidade para “limpar os carburadores (se os tivesse)”…

Passado o cruzamento em que a sinalização horizontal, a que obedecemos, nos indica o Cabo da Roca inicia-se uma descida às vezes mais íngreme, outras mais suave mas sempre ondulando entre curvas e contra curvas, até à ponta mais ocidental do continente europeu.

À aproximação, a visão do cabo a entrar mar a dentro, com o majestoso farol no cimo,  é espectacular:

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E se a vista ao longe nos encanta, lá chegados, deixa-nos um sabor misto.

Os penhascos que decoram a costa a norte e a sul transmitem-nos a noção da pequenez que a nossa condição de humanos nos reserva face à magnitude da natureza e das suas forças.

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Mas se a natureza nos avassala com o seu poder e beleza, nada há que faça temer às hordas de turistas que invadem, por estes dias, a maioria dos locais mais conhecidos de Portugal.

Efectivamente, estes heróis da selfie e da foto destemida, desafiam as regras civis (como seja não passarem para o outro lado das guardas) e por vezes as Leis de Newton, atropelam e atropelam-se por “aquela foto”, num afã como se não houvesse amanhã! E se calhar têm razão…esta malta oriental sabe umas coisas…  um passo atrás de cada vez e lá temos mais um turista a fazer parapente…sem o pente!

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Deixemos o Cabo da Roca para trás, não sem antes registarmos em foto o magnífico Farol:

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A partir daqui, era regressar pelo mesmo caminho, agora em direcção à Malveira para desfrutar da “piéce de resistence”: “fazer” a Lagoa Azul (que em dia de semana é muito mais calma que aos fins de semana) ao som da música proveniente dos escapes e do motor V4 da VFR.

Estava feita a volta do aniversário! Agora…eram horas de almoço e os amigos aguardavam (mentira! fui o primeiro a chegar, mas fica mais bonito dito assim) para um repasto de agradável convívio.

Uma manhã não é tempo de menos para desfrutar de uma boa volta de mota. No total, cerca de 85km (até ao almoço)….poucos mas bons! Como os amigos…

Aqui fica o percurso feito em mais uma viagem ao virar da esquina!

Aniversario

 

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