Estrada Nacional 2 – de cima a baixo (2)

Etapa 1 – De Chaves a Viseu

Manhã cedo, pequeno almoço despachado, era tempo de iniciarmos a odisseia. Bagagem nas motas e lá fomos para o quilómetro 0.

Despachada a foto da praxe, iniciámos a Estrada Nacional 2!

Alguns quilómetros e primeira paragem: Vidago. Mais precisamente o Vidago Palace Hotel. Edificio impressionante, inserido em frondoso jardim, num cenário de beleza exuberante.

Foto26

Tivemos ainda a oportunidade de provar a original água de Vidago na sua primeira fonte-nascente:

Seguimos viagem e segunda paragem: Pedras Salgadas, obviamente. Mas aqui não visitámos nenhuma nascente. Apenas registámos a passagem:

Foto32

Um dos objectivos ao fazermos a EN2 era também sentir as povoações que iam desfilando no nosso percurso. Se possível interagindo com quem nos cruzávamos. Tivemos bastantes exemplos e o primeiro em Vila Pouca de Aguiar. As motas são sempre um elemento de atracção (e então dos mais novos, nem se fala) e quando parávamos para tomarmos um cafézito…uns pequenotes que passeavam com o Pai ficaram encantados com as nossas montadas…e enquanto não se sentaram em todas não descansaram. Ficaram felizes. Objectivo cumprido!

Voltámos ao caminho para a segunda “paragem temática”. Mas antes ainda, uma nota para algo que iríamos ver durante o caminho e que já faz parte da nossa arqueologia rodoviária. A publicidade em painéis de azulejo:

Foto35

A segunda paragem implicou um pequeno desvio para visitarmos Vilarinho da Samardã e observarmos um conjunto de Espigueiros, construções que são pequenos celeiros onde os lavradores guardam as espigas dos seus cereais.

Regressámos à estrada. Próxima paragem: Vila Real, capital de Trás os Montes. E aqui tínhamos marcado 2 referências: a Casa de Mateus e algumas partes do percurso do Circuito Automóvel (até porque para irmos ate à primeira percorreríamos um pouco do segundo). Assim fizemos mas…primeira surpresa desagradável. Apesar da beleza do edifício e dos jardins, que todos conhecemos de fotos que surgem amiúde, o valor que nos foi pedido para a visita…era uma exorbitância. Tanto mais que o tempo disponível para a visita, era reduzido porque ainda tínhamos muito pela frente. Ficará para outra oportunidade com maior disponibilidade de tempo. Mas ficou o registo:

Foto40

Tínhamos a rota traçada para atravessar Vila Real mas festejos inesperados para nós que levaram a ruas bloqueadas obrigaram-nos a tentar perceber onde era a saída. Pela primeira vez fomos confrontados com algo que se iria repetir estrada fora: as deficiências de sinalização em geral e relativas à EN2 em especial (geralmente é fácil encontrar indicações para as auto estradas ou IPs/ICs…mas para a EN2, nem por isso!).

Agora, o destino era Peso da Régua…e o primeiro troço de muita condução, onde o alcatrão da estrada segue por entre as vinhas em socalcos, num cenário de inegável beleza.

Descemos para o Douro onde nos encontraríamos com Peso da Régua. A manhã ia tão longa que já tinha entrado tarde dentro. Impunha-se um local para nos recompormos mas que não nos tomasse demasiado tempo. Optámos por um restaurante com um alpendre onde se divisava o rio, onde comemos mais ou menos, por um preço mais ou menos, com um serviço mais ou menos mas…com uma banda sonora do melhor que é possível encontrar (…ou não!): Quim Barreiros em todo o seu esplendor! Se soubesse escrever música tentaria reproduzir aqui alguns acordes só para tentar ilustrar o ambiente…

Foto48

Depois, sessão fotográfica junto ao rio e ala que se estava a fazer tarde e ainda havia muito que ver até chegarmos a Viseu.

Se de Vila Real para Peso da Régua viemos em registo curva- contra curva descendente agora continuávamos no mesmo registo mas a subir. Retomámos a “nossa” EN2 e o destino era Lamego. A única diocese portuguesa que não está numa capital de distrito (como se estes ainda existissem..) o que desde logo atesta a sua importância quer para a fé católica quer para a História de Portugal, de tão antiga que é. Era obrigatório visitarmos o Santuario de N. Sra. dos Remédios de onde pudemos desfrutar de uma vista magnífica para a cidade.

Passámos depois pela Sé de Lamego, cuja traça revela a sua antiguidade quase milenar.Foto61

Deixámos Lamego para trás e a caminho do ponto mais alto da EN2 tínhamos ainda um desvio a fazer logo a seguir a uma ponte sobre o rio Balsemão.

Foto62

E para um dos pontos altos deste nosso percurso. Alto é forma de dizer, porque descemos cerca de 4 quilómetros por uma estrada íngreme de piso incerto e bastante estreita para chegarmos a Lazarim – a capital do Entrudo, famosa pelos seus caretos e senhorinhas. Rodeada de altos montes e no fundo de uma vale paradisíaco, ficámos impressionados com a beleza da povoação e a simpatia de duas senhoras que quase se engalfinhavam por nossa causa: afinal, para chegarmos ao Centro de Interpretação do Entrudo havia dois caminhos e elas não concordavam qual o melhor! Uma maravilha! Pena foi que o Centro já estivesse encerrado e apenas pelos vidros da frontaria tivemos um vislumbre do seu interior.

Foto66

Voltámos à EN2 pelo mesmo caminho (o único…) e logo de seguida o ponto com maior cota da Estrada no Alto de Bigorne.

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A tarde avançava e ainda nos faltava caminho até ao final da etapa em Viseu. Pelo caminho constatámos a criatividade toponímica portuguesa, passámos em Castro Daire (a nossa tentativa de provar o Bolo Podre esbarrou na dimensão do mesmo…) e finalmente chegámos a Viseu.

Foto76

Foto77

Era tempo de procurar o nosso alojamento (a cerca de 15 quilómetros da cidade) e depois regressar ao centro onde amigos nos esperavam para o já desejado jantar. O final da noite passou-se numa esplanada viseense, já horas adiantadas..mas não muito que o dia seguinte seria também longo!

Continua (…)

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