À volta do Lago Azul

Pelos caminhos retorcidos da albufeira de Castelo de Bode

Quando a natureza tende para a perfeição, o homem aparece e altera tudo.

O Zêzere corre apertado entre montes depois de ter despencado lá do alto da Serra da Estrela, ter deixado para trás os Cântaros – o Gordo, o Magro e o Raso – e o seu berço, o Covão da Ametade (que visitámos em Outubro passado – ler aqui) e ter fertilizado a Cova da Beira até chegar à zona que já foi dos Templários. Foi aí que o homem, incansável, resolveu tolher-lhe a liberdade e fazer, à época, a maior barragem de Portugal (ainda hoje, pós-Alqueva, é a segunda maior) e criar assim um enorme lago onde antes apenas havia serrania e um pacato rio que corria para a foz em Constância e aí libertar o seu conteúdo serrano no Rio Tejo. Foi esta albufeira, de Castelo de Bode, que percorremos. Há quem lhe chame Lago Azul. Tentámos perceber porquê…

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Desta feita, a viagem foi feita em grupo. 9 motos, 8 solitários motards e um gentil casal. Tendo a maior parte do grupo, 6, saído da cidade da alface (mais 2 apanhados pelo caminho numa área de serviço da A1 e o nosso casal à entrada de Constância) bem cedinho, quando se fez a reunião já tínhamos cerca de 120km de autoestrada.

Depois foi um cafézinho para acordar e uns curtos quilómetros até à barragem. A estrada seguia pelo vale do Zêzere, com um rio à nossa esquerda e uma paisagem que nos preparou para as paisagens que veríamos no resto do dia. Estrada revirada, o que também seria quase uma constante… Convém referir que o S.Pedro nos brindou com um dia espectacular. Tudo a compor-se.

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Diz o aforismo popular que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. Quando olhei para ela, esperei que a água fosse ainda mais mole e a pedra ainda mais dura!

A parede impõe respeito. E impressiona!

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Parámos mesmo em frente do paredão da Barragem de Castelo de Bode, no seu sopé e perto da zona de descarga. Atrás de nós, mais de 100m de altura de betão. Para lá do abastecimento de água a Lisboa, da produção de energia eléctrica e do auxílio à prevenção de cheias, a extensa albufeira é local de eleição para os praticantes de inúmeros desportos náuticos: windsurf, vela, wakeboard, remo, motonautica, jetski e ainda a pesca desportiva.

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Começámos logo a perceber o porquê de Lago Azul. A tonalidade da água é de um azul forte que contrasta na perfeição com a diversidade de verdes das margens.

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Próxima paragem: Aldeia do Mato. A estrada até lá foi como todas as outras que daí para a frente iríamos encontrar: curvas, contra-curvas, um prazer para a condução das nossas montadas. E um deleite para os olhos:

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Aldeia do Mato e a sua praia fluvial ofereceram-nos uma visão paradisíaca (até porque nesta altura quase não se vislumbra vivalma!). Dotada de infraestruturas para diversos desportos náuticos é um dos pontos de eleição para quem ruma a estas paragens.

 

Depois foi seguir por estradas municipais (em bom estado) em direcção ao Penedo Furado, local da próxima paragem.

A dada altura, o nosso percurso coincidiu com o trajecto da Estrada Nacional 2. Mas o original!!! Não o das vias rápidas. Estávamos a 380km de Chaves, 359 de Faro… e o Sardoal era logo ali, a 13km! Obviamente documentámos o momento:

 

Um pouco mais à frente, a oportunidade para mais uma foto de grupo em cenário magnífico:

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Chegados ao Penedo Furado comprovámos a merecida fama do local.

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Um vale bem cavado, com um ribeiro cujo curso é domado por sucessivas mini represas que quando fechadas permitirão a formação de pequenos lagos que associados à frondosa vegetação serão bem prasenteiros em alturas de maior canícula.

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Na zona mais elevada deste vale, existe um rochedo gigantesco com uma enorme abertura de feitio afunilado, que dá nome à praia, onde foi criado o Miradouro do Penedo Furado, de onde é possível admirar a magnífica paisagem, a ribeira de Codes, a albufeira da Barragem do Castelo do Bode e algumas casas das povoações envolventes. Do lado direito do miradouro, existe um nicho com a imagem de Nossa Senhora dos Caminhos, após o qual existe um trilho lateral que permite passar à zona mais baixa do penedo, e descer até à praia fluvial, passando pela denominada “Bicha Pintada”.

 

A “Bicha Pintada”, localizada na margem direita da Ribeira do Codes, abaixo do miradouro do Penedo Furado, é um fóssil que, se crê que tenha mais de 480 milhões de anos.

 

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Daqui, sempre pela velhinha EN2 (mas em razoável estado) seguímos em direcção a Vila de Rei. Percebemos a razão da construção da nova estrada. De carro deve ser um tormento…mas de moto? Um deleite!

Atravessámos Vila de Rei, porque o destino ficava 2 km após: o Centro Geodésico de Portugal, no Picoto da Melriça. No centro do País mas também lá no alto, com uma deslumbrante vista de 360º (é verdade, bem lá ao fundo, quase confundida com algumas nuvens, estava a Serra da Estrela!).

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Foi nos finais do século XVIII que D. Maria I mandatou Francisco António Ciera para elaborar a “Carta Geográfica do Reino”. Foi nesta altura que o picoto da Melriça começou a ser reconhecido como o Centro Geodésico de Portugal. A Serra ou Picoto da Melriça está situada a nordeste da povoação de Vila de Rei e tem a altitude máxima de 592 metros.

 

Feita a visita, descemos novamente a Vila de Rei para agora tomarmos o rumo de Ferreira do Zêzere. Estrada larga, bem lançada, a permitir um ritmo mais rápido mas revirada como todas as outras. Deu para desfrutar um pouco da condução (sem exageros, atenção!). Quase a chegar a Ferreira de Zêzere, era tempo de passar para a outra margem (direita) da albufeira. A ponte, magnífica e com um enquadramento belíssimo.

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A parte da manhã estava quase concluída. Passámos Ferreira do Zêzere e um pouco à frente, em Águas Belas, demos alimento às nossas briosas montadas. Quando aos ilustres cavaleiros e a digníssima cavaleira…esperaram mais uns minutos, poucos, e lá fomos à “Festa do Porco” no Centro de Férias e Formação do Sindicato dos Bancários.

Quando chegámos, o suino já tinha perdido a sua “personalidade jurídica” e estava a passar à situação de febra e entremeada. O resto foi história…

Salientar apenas o excelente momento de convívio que desfrutámos, antes de voltarmos aos caminhos. E que caminhos!!!

Resolvido o almoço e considerando que nesta época do ano, os dias ainda são “pequenos”, importava voltar à estrada que o programa era ambicioso.

Saídos do Centro de Férias, logo o GPS mostrou que o almoço lhe tinha caído mal… mandava ir por um sitio…e imediatamente mandava voltar para trás! Não torna a beber…  A explicação é fácil: o trajecto foi delineado consultando mapas e tentando seguir os caminhos assegurando que eram asfaltados (o Google Earth é uma boa ajuda neste aspecto) mas dificilmente tínhamos a noção do tipo de estrada. Algumas onde passámos eram estreitas…bem estreitas ao ponto de ser dificil cruzarem-se…2 motos! Daí talvez as hesitações do equipamento e de quem se guiava por ele. Esta malta das cidades habituada a auto-estradas!!!

Nada que não se resolvesse.

O rumo apontava para Dornes mas numa aproximação diferente da que seria mais comum. Por norte, numa estrada que seguia junto à margem da albufeira. E garanto que valeu a pena ter enfrentado essas dificuldades.

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Curvas e contra curvas, sempre com a margem à nossa esquerda em mais uma oportunidade de validar o nome que é dado a esta albufeira: Lago Azul. Podiam acrescentar o adjectivo “bonito”!

Dornes é uma pequena vila, que já conheceu grandeza e importância noutras eras. Situa-se numa pequena península à beira Zêzere, no concelho de Ferreira do Zêzere. Foi sede de concelho entre 1513 e 1836.

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Terra muito antiga, anterior à fundação da nacionalidade, como o atestam os monumentos e os vestígios arqueológicos encontrados. Já na primeira dinastia, documentos lhe fazem referência, sendo documentada a presença de um religioso de Dornes no Foral de Arega, em inícios do século XIII. Ainda neste século há referências à Comenda Templária de Dornes.

Aliás, o principal ex-líbris de Dornes e exemplar testemunho da presença templária, é a original torre de base pentagonal que se ergue no ponto mais alto da península e fronteira à espectacular paisagem de águas calmas e um azul profundo.

 

Mais tarde, no século XV, Dornes, enquanto Comenda Mor da Ordem de Cristo teve por Comendador D. Gonçalo de Sousa, homem muito influente, da Casa do Infante D. Henrique, e que aqui mandou construir, em 1453, a Igreja de Nossa Senhora do Pranto. E cuja lenda é também muito curiosa!

 

Lenda de Nossa Senhora do Pranto

    Há muitos séculos atrás, as terras desta região pertenciam à Rainha Santa Isabel, mulher de el-rei D. Dinis. Era feitor da rainha, na região, um cavaleiro chamado Guilherme de Paiva, ao qual atribuíam proezas milagrosas. Conta-se deste homem que, certa vez, passou a pé enxuto o rio Zêzere, caminhando de uma margem para a outra sobre a sua capa, que lançara sobre as águas.

    Um dia, andava Guilherme de Paiva atrás de um veado, na banda de além do Zêzere, onde só havia brenhas e matos espessos, quando ouviu uns gemidos muito dolorosos. Tentou saber de que sítio provinham e, apesar de perder algumas horas nesta busca, nada conseguiu achar, pois os gemidos pareciam provir dos mais diversos locais. No dia seguinte voltou ali e, de novo, os gemidos se espalharam à sua volta, vindo agora de um tufo espesso de mato, depois de um rochedo, numa ciranda sem fim. Guilherme de Paiva sofria, espantado, partilhando a dor daquele alguém que parecia fazer parte do universo. Ao terceiro dia, tudo se repetiu como antes.

    Tomou, pois, a decisão de partir para Coimbra, onde estava a sua senhora, a fim de lhe relatar aqueles estranhos factos. Assim que chegou à cidade, dirigiu-se imediatamente à pousada real e solicitou a sua visita a D. Isabel.

    Esta, mal o viu, e depois das saudações devidas, disse-lhe:

    — Vindes por via dos gemidos, Guilherme?

    — … !

    — Não precisais espantar-vos! Três noites a fio sonhei com eles e sei do que se trata.

    — O que é então, Senhora? Procurei por todo o lado e nada vi…!

    — Bem sei. Deus contou-me tudo nos sonhos. Agora vais voltar ao local e procurar onde te vou dizer: aí acharás uma imagem santa de Nossa Senhora, com o Filho morto em seus braços.

    — Assim farei, minha Senhora Dona Isabel! Mas, e depois, que faço eu dessa imagem?

    — Guardá-la-ás contigo, até me veres chegar junto de ti!

    Despediu-se Guilherme de Paiva, da Rainha Santa, levando na memória a localização exacta da moita onde a imagem de Nossa Senhora o aguardava, gemendo, e partiu de Coimbra.

    Já de volta a terras do Zêzere, o cavaleiro dirigiu-se à serra da Vermelha, como lhe dissera D. Isabel, e foi milagrosamente direito a uma determinada moita, onde achou enrodilhada em urzes a imagem da Virgem pranteando a morte de seu Filho.

    Durante algum tempo manteve-a consigo, na sua própria casa. Os gemidos haviam cessado, e assim Guilherme de Paiva tinha a santa imagem na sua câmara, com um archote aceso de cada lado.

    Um dia, a Rainha Santa foi, finalmente, às suas terras do Zêzere resolver o caso da imagem. Assim, junto a uma velha torre pentagonal que já aí existia, mandou erigir uma ermida para a Virgem achada nas moitas. E nessa torre — que provavelmente foi construída pelos Templários —, ordenou que se instalassem os sinos da ermida.

    Em breve, o povo começou a construir casas em redor da capela e da torre e, diz a lenda, a Rainha Santa deu a esta vila nascente o nome de Vila das Dores, nome que com o tempo se teria corrompido até dar Dornes. É isto o que conta a lenda transcrita no velho manuscrito.

    A capela com a sua torre sineira ainda hoje existe, e a imagem achada há muitos séculos atrás é venerada sob a designação de Nossa Senhora do Pranto.

 Fonte Biblio FRAZÃO, Fernanda Passinhos de Nossa Senhora – Lendário Mariano Lisboa, Apenas Livros, 2006 , p.114-115

 

Este local de culto deu à povoação, parte da importância que esteve na origem, em 1513, da atribuição do Foral Manuelino.

Aqui nasceram também, um século mais tarde, muitos dos heróicos combatentes que por volta de 1650, durante a Guerra da Restauração, se bateram nas fronteiras para assegurar a independência nacional.

Já no Século XIX, a reforma de Rodrigo da Fonseca, veio extinguir o concelho de Dornes, integrando-o desde 1835, no concelho de Ferreira do Zêzere.

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De então para cá, Dornes tem sido um polo de atracção turística e a sala de visitas do concelho de Ferreira do Zêzere em função das suas paisagens deslumbrantes sobre o Zêzere e também em virtude da grande carga histórica e monumental que as suas aldeias encerram. De entre os visitantes ilustres, destaca-se Alfredo Keil que em 1890, estando hospedado na Estalagem dos Vales, ensaiaria com a então Sociedade Filarmónica Carrilense a primeira orquestração da marcha: “A Portuguesa”, sendo por isso o Carril um dos berços do actual hino nacional de Portugal.

Saímos de Dornes e o nosso objectivo era atravessar novamente a albufeira para demandarmos a margem esquerda que já de manhã tínhamos percorrido. Mais tarde voltaríamos ao lado direito.

A estrada até à ponte era magnífica, belas vistas e coerentemente, repleta de curvas, para a direita, para a esquerda, para a direita e esquerda…enfim, para todos os gostos. E um aperitivo para o que se seguiria um pouco mais à frente. Atravessámos a ponte, com registo fotográfico e seguímos até Vilar do Ruivo onde virámos para sul.

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De vez em quando, numa ou outra curva de estrada, quando o arvoredo o permitia, algumas vistas deslumbrantes faziam com que o ritmo nunca fosse grande. Mas também não era essa a nossa preocupação.

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Daqui, entrámos em estradas mais estreitas sendo que o objectivo era mais à frente encontrarmos aquilo que é designada “Estrada Panorâmica”. Pelo caminho ficou uma tentativa de ir até à praia fluvial do Trizio mas… num dos acessos, estrada cortada por obras. No outro acesso, estradão em cascalho com poucas garantias de segurança nas zonas mais inclinadas, principalmente para as motos mais estradistas. Assim se faz o Turismo em Portugal.

Seguimos viagem e lá encontrámos a tal de “Panorâmica”. Iria levar-nos novamente até à ponte de Ferreira de Zêzere que tínhamos atravessado de manhã. Pelo caminho ainda alguns pontos de interesse. Uns previstos e outros que nos iam surpreendendo.

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Foi o caso, depois de voltas e reviravoltas, a acompanhar o relevo acidentado e de vez em quando a vislumbrar a albufeira, que a estrada nos proporcionou esta visão: um descida sinuosa, uma pequena ponte e a subida do lado oposto. Lá em baixo, uma ribeira que encaminhava alguma pouca água até à barragem. Deslumbrante!

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Obviamente que a comitiva aproveitou para descansar um pouco. Os quilómetros já começavam a pesar…

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Continuámos pela designada “Estrada Panorâmica”. Acreditamos que o seja…pelo pouco que conseguíamos ver. Ou porque não estão previstos espaços de paragem para se poder desfrutar da paisagem ou porque, mesmo que consigamos parar, o arvoredo apenas nos deixa vislumbrar a beleza dos cenários que mesmo ali ao lado vão desfilando. O facto de a albufeira de Castelo de Bode estar entregue a uma meia dúzia de Câmaras Municipais poderá justificar que o tremendo potencial não seja melhor explorado, quando não entregue à incúria.

Outro aspecto importante para quem queira desbravar esta zona: a albufeira tem muitos povoados ribeirinhos, a maior parte com infraestruturas mais ou menos completas para desportos náuticos…ou no limite, apenas para uma banhoca. Todavia, em geral para lá chegar são percursos de ida e volta (e por vezes tortuosos ou de difícil orientação…a sinalização ou não existe ou é fraca). Quem queira visitar, estará quase sempre a ir lá abaixo, voltar pelo mesmo caminho, seguir e depois ir repetindo o processo…Enfim, é a vida! Provavelmente, os amantes das coisas mais naturais acharão bem. Mas o potencial turístico, no sentido de permitir aceder com qualidade a um cenário deslumbrante, está lá. Regressemos à nossa viagem…

Ainda antes da ponte, tempo para visitarmos um pequenino povoado, no fundo de uma estrada estreita e inclinada, mesmo à beirinha da água: Alcanim. O sol poente dava agora tonalidades que ainda não tínhamos apreciado. Foi a nossa penúltima paragem. E o local onde alguns companheiros se despediram pois urgia chegarem aos respectivos destinos.

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Dirigimo-nos para a ponte de Ferreira do Zêzere. A tal “Estrada Panorâmica” estava quase terminada. Mas antes ainda mais uma foto:

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Lá ao fundo, a ponte, que rapidamente atravessámos (pela segunda vez na jornada) e finalmente, o último ponto do programa. Apropriadamente, e para fechar em beleza, a praia fluvial da Castanheira…também conhecida por Lago Azul!

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A jornada estava concluída. A noite acercava-se e era tempo de regresso. Uns pelo interior e estrada nacional, outros mais “apressados” tomaram a auto-estrada no Entroncamento. As últimas despedidas e daqui para a frente…até casa!

Foram cerca de 450km, 5 horas de percurso de manhã e mais outras 5 horas no meio-dia da tarde! É evidente que com algumas paragens pelo caminho…

Mais uma Viagem ao Virar da Esquina, em óptima companhia, com um feliz patrocínio do S. Pedro e com a possibilidade de desfrutar de estradas ideais para o mototurismo rodeadas por exuberante paisagem. Recomenda-se!

volta

Até à próxima e….boas curvas!

 

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