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Fogo cruzado no Montejunto!

Fomos até à Serra de Montejunto para experimentar o potencial da Brixton Crossfire 500.
Um dia bem passado com excelente companhia!

Calma!

Não há nenhum incêndio na Serra de Montejunto. Nem sequer uma qualquer cena de tiroteio à la Rambo. Nada disso!

Desta vez, fui experimentar a Crossfire. A Brixton Crossfire 500. E que melhor sítio do que levá-la a passear até ao Montejunto?

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Sendo uma marca recente e, principalmente, sendo este modelo a primeira incursão numa cilindrada maior (depois das 125 e 250), acho que se justifica um enquadramento histórico.

A história da Brixton

 A Brixton é uma marca que pertence ao KSR Group.

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E aqui a primeira surpresa: o nome da marca sugere sem qualquer rebuço uma certa herança britânica. As linhas clássicas das motos dos gloriosos anos 50 e 60 do século passado, as custom bikes e as cafe racers.

Não são inocentes por isso o prefixo “bri” nem o sufixo “ton”. Acrescentam…o tom. A fazer lembrar outros…a Norton, pois claro, ou a Wilkinson bem lá mais para trás. E a Aston, noutro ramo da indústria do motor.

 Se formos aos nomes dos modelos da marca, as referências continuam lá: Cromwell (nome de um herói da história de Inglaterra que viveu no Séc XVII), Sunray, Rayburn e, finalmente, a Crossfire.

O remate: Brixton é o nome de um dos bairros mais centrais de Londres. Se isto não é inspiração, digam-me o que é?

Mas…o KSR Group não é inglês. Nem britânico. É austríaco. O que não tem qualquer óbice. A Áustria tem-se tornado nas últimas décadas um dos paradigmas da qualidade na indústria motociclística. E a herança que reivindicam é excelente, está ao sabor do tempo que corre, portanto…”tá-se bem!”

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Nascido em 2015, muito recente portanto, o KSR Group resultou da iniciativa dos irmãos Christian e Michael Kirschenhofer e desenvolve a sua actividade em 4 áreas predominantes: saúde, design e inovação, bens de consumo e mobilidade. É esta última que nos interessa.

Como marcas próprias, possui a “nossa” Brixton, a KSR Moto e as adquiridas Malaguti e Lambretta. São ainda representantes em alguns países de marcas como a Benelli, CF Moto (2 rodas e ATV/SUVs) e Royal Enfield Também estão presentes na mobilidade eléctrica através das Niu, Sur-Ron e A-To (trotinetes). Anualmente vendem cerca de 60.000 veículos.

Convém salientar que a parte de desenvolvimento técnico e de design está localizada na casa-mãe na Áustria, mas a fabricação é deslocalizada na China. Custos de produção obrigam. E aqui, como em muitas outras áreas, a chave está no controlo de qualidade que, pelo que observámos, o construtor não descurou minimamente. Até porque a montagem é na Europa.

A primeira apresentação pública da Brixton ocorreu no Salão de Milão de 2016 e daí para cá a marca foi alargando a sua gama. Em 2018 nasceu o seu modelo porta-estandarte: a Crossfire!

Em 2019 apresentou, também em Milão, um concept de uma moto com 1200cc. Veremos o que aí virá…

As oportunidades são para aproveitar

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Tardou 2 anos a chegar cá.

Mas chegou e como tal, a disponibilidade dada pelo representante nacional – a Moteo,SA – de a experimentar e partilhar as impressões colhidas não podia ser desperdiçada.

Foi por um triz, porque a data marcada, 14 de Janeiro foi precisamente a véspera de novamente nos vermos obrigados a ficar retidos em casa por força desta crise sanitária que nos assola.

Gorou-se a possibilidade de usufruir da moto durante alguns dias e dessa forma poder eventualmente fundamentar melhor a minha opinião.

A alternativa foi pois fazer num dia mais intenso, o que poderia levar mais tempo. O trajecto escolhido tinha todas as cambiantes necessárias: bom piso e outros mais sofríveis, subidas e descidas, curvas e contracurvas, estradas lentas e outras mais rápidas e algum trajecto citadino. Um imprevisto de final de dia fez com que esta última vertente fosse mais curta mas nada que impeça a apreciação respectiva.

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Convém deixar desde já uma nota: a Brixton Crossfire 500, para lá das características e virtualidades que adiante irei descrever, não é uma moto que se enquadre no paradigma de uma moto para viagens.

Mas como sabemos, a melhor moto é aquela que temos em cada momento e as viagens apenas têm um limite: a nossa capacidade de sonhar! Ou seja, se for com uma Brixton Crossfire 500, será. E o que interessa é ir e desfrutar!

Até à Serra de Montejunto e regresso

O roteiro escolhido incluiu a EN115 desde Loures até Vila Verde dos Francos (com a passagem por Bucelas e a necessária paragem para reabastecimento em cafeína e pastel de nata em Sobral de Monte Agraço). Daí, tomámos conta do Montejunto.

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Convém aqui referir que tive companhia desta vez. O Carlos resolveu em boa hora acompanhar-me com a sua bonita Royal Enfield Classic. Foi um contraste interessante, entre uma neo-retro e uma verdadeira retro, clássica como o próprio nome indica. E foi em Sobral que surgiu a oportunidade de tirar uma foto que fala por si:

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Fomos às antenas, passámos pela zona da Real Fábrica do Gelo (recomendo a leitura de Volta saloia por Montejunto e Bombarral“)  e quando pensávamos que nos iríamos empazinar com as tostas mistas XXL do Bar da Serra…estava fechado para obras.

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Descemos a Pragança onde almoçámos (disso falarei adiante com mais detalhe) e depois do estômago reconfortado, rumámos até à Abrigada pelo antigo troço do Rali de Portugal. O regresso fez-se depois pelas estradas secundárias da região até encontramos novamente a EN115 e regressarmos ao Sobral. Depois, passámos em Arruda dos Vinhos, Alverca e finalmente chegámos a Lisboa.

20210114_121326.jpg_7.69_jpg20210114_121450.jpg_7.56_jpg20210114_121509.jpg_8.94_jpgSob o signo do X

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Aqui o X não significa nem “empate”, nem “vezes”. Quer dizer “cruzamento” (cross) com o sentido de encontro. De reunião. De convergência.

E quando os nossos sentidos “convergem” para a Crossfire 500, todos eles têm algo a dizer. Pelo menos foi essa a minha impressão ao primeiro contacto.

Há alguns anos, um político disse que “não há uma segunda oportunidade para uma primeira impressão”. A Crossfire não precisa de segunda oportunidade.

O que os meus sentidos disseram:

Visão – a moto é muito bonita (com tudo o que isso possa ser de subjectivo)! A marca tem um cuidado muito particular com o design – como vimos ao início, essa é uma das áreas de actuação do KSR Group – e não deixou os seus créditos por mãos alheias.

Podemos dizer que há ali um arzinho de Svartpilen ou de Moto Guzzi. Podemos…mas é injusto.O cruzamento de arestas vivas no depósito, formando o tal “X”, dá-lhe não só uma imagem original com muito carisma, como resulta muito bem nas fotos, com um interessante jogo de sombras. O mesmo símbolo que se repete nos topos do radiador.

20210114_103433.jpg_6.97_jpgA óptica redonda, full LED, com a marca em destaque e os pontos cardeais definidos no aro são outra demonstração do cuidado posto nos detalhes.

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O mostrador digital esteticamente muito bem conseguido, redondo a condizer, é muito simples mas tem lá toda a informação necessária. E é de excelente qualidade: de leitura fácil, a visibilidade é óptima em quaisquer situações de luminosidade (tomara muitas motos de gama mais elevada poderem dizer o mesmo!). Já os espelhos, apesar de competentes, poderiam ter hastes mais curtas com um estilo em linha com a fluidez da moto.

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A quase completa ausência de fios e cabos na zona do motor denota também o extremo cuidado posto na montagem com reflexo no óptimo aspecto visual.

20210114_103228.jpg_7.52_jpg A linha café-racer está bem evidente na traseira com o curto e afilado espaço do pendura, no qual está integrada a minimalista luz traseira. Discutível apenas o guarda lama traseiro que incorpora a chapa de matrícula, mas muito ao sabor da moda actual e como tal, não é defeito. É feitio. As jantes raiadas complementam o excelente aspecto da moto.

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Audição – a banda sonora que sai do bonito escape, redondo e com um acabamento cromado muito cuidado, inclinado q.b., é grave, melodiosa, agradável e algo familiar.

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Se olharmos para o motor, parece-nos “dejá vu”. É verdade. A unidade motriz, produzida pelos chineses da Gaokin, é uma reprodução do mais que reputado motor da Honda CB500 (presumo que tenham adquirido licença de construção do mesmo, tal a semelhança em aspecto e características). Os 47cv estão bem disponíveis no punho direito, com um subida de regime muito linear e sem queixas em valores mais elevados. Segundo informações da marca, terão ocupado 20 engenheiros e 80.000 horas de trabalho para adequar o motor à Crossfire…

20210114_103426.jpg_7.92_jpgA caixa de velocidades tem um funcionamento agradável, sem percalços nem hesitações, apenas com o reparo que a 6ª poderia ser um pouco mais longa, permitindo assim uma maior acutilância das velocidades mais baixas.

Tacto – A qualidade posta nos acabamentos é notória, como já referi. De salientar que a montagem da Crossfire é europeia.

Do ponto de vista da ergonomia, a moto tem um assento relativamente baixo, sendo portanto adequada para quem tem baixa estatura, nomeadamente no trânsito citadino. Mas, com o meu 1,82m e envergadura avantajada, nunca me senti inconfortável, pelo contrário. O banco é confortável, para lá de muito bonito. Se o poderia dizer depois de 400 ou 500km? Não sei, mas convenhamos que não serão muitas as ocasiões em que os proprietários de uma moto com estas características o façam.

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A posição do guiador em alumínio – guiador e não avanços, como seria normal numa genuína café-racer – é agradável, com excelente pega. Realce para as manetes dos travões e embraiagem reguláveis. Esta última é agradável mas já os travões tem algo que se diga: o travão dianteiro é demasiado esponjoso (numa condução mais empenhada isso nota-se na aproximação às curvas) talvez pela entrada algo prematura do ABS (da Bosch). Já a actuação do travão traseiro é eficaz e incisiva compensando o efeito referido no dianteiro. De destacar que o conjunto de travagem (disco único à frente) é da conhecida J.Juan.

Paladar – Referindo-me ao meu, só posso dizer que me “soube” muito bem esta experiência. A Crossfire é, para lá de muito agradável à vista com uma linha original, elegante e bem carismática, muito saborosa na condução, adequando-se na perfeição a uma utilização quotidiana.

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À vontade no trânsito citadino pois tem boa maneabilidade, disponibilidade do motor que contribui para agilidade necessária neste ambiente, não fica nada mal depois, nos passeios de fim de semana (desde que estes não contemplem longos trajectos em auto-estrada….e eu pergunto: alguém gosta de andar na AE com a moto, qualquer que ela seja? Eu não!).

Em estradas sinuosas torna-se muito divertida, não intimida e permite acompanhar motos maiores com toda a naturalidade.

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Finalmente, o paladar da dita: sem ter tido a possibilidade de fazer uma verificação rigorosa do consumo, devo ainda assim dizer que julgo ter ficado na casa dos 4 l/100 (ou talvez até abaixo, mas a avaliação pelo nível do indicador de combustível é sempre falível).

E, last but not the least, seja parada num semáforo, em frente à esplanada do café ou em circulação capta os olhares. E os paladares. Quiçá mesmo, invejosos…

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Olfato – Deixei para o final o sentido que foi o primeiro a manifestar-se.

Quando olhei para a moto, pensei: “Cheira-me que vai ser um dia bem passado!”. Confirmou-se.

Outro aspecto a destacar é que cheira-me que esta moto será, pelo que atrás fica expresso, uma excelente opção para quem acabou de chegar ao universo motociclistico por estar acessível a detentores da carta A2 . Tem um comportamento afável e o assento baixo ajuda os de menor estatura.

20210114_122824.jpg_9.87_jpgSó um pequeno aroma agri-doce neste conjunto: o seu preço. Pouco mais de 6.500€ chave na mão. Não julgo que seja exagerado para o que a moto oferece mas poderá perder algo na comparação com outros produtos do mesmo segmento. Para quem pretende conquistar mercado, não tendo por trás o pedigree de uma marca com história e como tal não podendo incluir no valor final o goodwill que deseja conquistar, seria de esperar um preço mais acessível (que está em linha com o praticado noutros países europeus, não sendo portanto uma questão indígena). Mas quem sou eu para discutir opções das marcas, não é? 

Uma apreciação gastronómica para rematar

20210114_130059.jpg_8.85_jpgSou um mau garfo pelo que normalmente não me arrisco em tiradas literárias a propósito de gastronomia. Quando viajo sozinho, tenho sempre que acautelar algum reforço alimentar na bagagem porque amiúde me esqueço das refeições. E depois, ou não há onde ou já passou a hora…

Desta feita, também porque ia acompanhado, o almoço estava incluído no programa. Falhadas as tostas gigantes como atrás referi, restou-nos procurar um local. O Trip Advisor nunca me deixou ficar mal….

Descemos a Pragança, e logo ao inicio da povoação, a entrada para a Quinta do Castro. Era esse o nosso destino. No espaço amplo da quinta que, segundo nos disseram, estará a ser preparada para um maior aproveitamento turístico é onde funciona o restaurante. Ambiente muito acolhedor, típico e confortável. E a merecer destaque, a enorme simpatia com que fomos atendidos.

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Quanto ao repasto? Excelente sopa de espinafres (a exigir repetição), uma grelhada mista bem confeccionada, saborosa e bem servida. Para ajudar a empurrar (como se fosse necessário…) um jarrinho de tinto da casa com origens próximas, ali da Merceana. Muito bom, diga-se. Sobremesas a contento seguidas do imprescindível cafézinho. Antes de seguirmos viagem, a conta: surpresa agradável (perguntámos se não haveria engano…).

Ficou a promessa de regresso, que será certamente tão breve quanto possível, assim os nossos rumos para ali se orientem e retomemos a liberdade de circulação e de vivermos em segurança.

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Quinta do Castro, em Pragança. Quando puderem experimentem. Vão ver que vão gostar. A excepção da referência atesta a satisfação com a experiência gastronómica.

Últimas palavras

Relativamente à apreciação da moto, quase tudo está descrito aí atrás. É uma moto simples, sem ser simplista. Com acabamentos de bom gosto e de qualidade a condizer. Agradável à vista.

Na estrada é confortável, com um desempenho muito positivo, bom nível de desembaraço no trânsito e comportamento eficaz em estradas nacionais mais ou menos sinuosas.

Não esquecendo estarmos em presença de uma moto de 500 cm3, com 47 cv e enquadrada no âmbito da carta A2, para a qual é uma alternativa a ponderar, com um visual neo-retro bastante actual (passe o paradoxo), a Brixton Crossfire 500 teria sido uma notável surpresa se não se desse o caso de já ter as expectativas altas.

20210114_123847.jpg_8.09_jpg Quase todas as revistas da especialidade já a ela se tinham referido de forma elogiosa. Só me resta dizer que com inteira justiça. A Crossfire é, no seu segmento, uma excelente solução.

A terminar, é fundamental fazer uma última mencão que pela sua justiça deveria ser a primeira. E que vem junto com a grande gratidão por mais esta oportunidade de experimentar uma das propostas que a MOTEO, SA, representante em Portugal da Brixton – tal como da Suzuki, da Sym ou da Peugeot Scooters – oferece aos motociclistas portugueses.

No passado, beneficiei dessa disponibilidade e pude ir andar noCarrossel Alentejano com a novíssima Suzuki V-Strom 1050XT  ou ir Por Este Rio Acima com a espectacular Suzuki Katana.

Agora, foi a vez da Brixton Crossfire 500 pela Serra de Monsanto.

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Estas oportunidades dadas à comunidade de bloggers são cada vez mais um factor positivo para ambas as partes: para quem comunica com os seus pares – e este é um pormenor fundamental – por poder ter a possibilidade de fazer e partilhar conteúdos que são interessantes para a comunidade motociclista e para quem comercializa porque incrementa a visibilidade dos seus produtos e possibilita aos interessados ter um testemunho e uma visão mais próxima, a do motard comum.

A imprensa especializada e os seus profissionais (temos excelentes em Portugal) têm o seu lugar e conseguem pelos meios, pela experiência e pelo conhecimento adquirido, a capacidade de fazer análises mais aprofundadas. Os bloggers complementam esse papel.

A MOTEO, SA percebe este ecosistema. Por isso só posso expressar o meu grande bem haja!

Finalmente…

O último agradecimento é simultâneamente o convite para próximas aventuras. Muito obrigado pela companhia, pelas opiniões e pelo apoio de sempre! E podemos afirmar com toda a confiança que as duas “meninas” se deram e portaram muito bem!

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Até à próxima, algures por aí e sempre por aqui.

Em Viagens ao Virar da Esquina!

(Esta experiência decorreu durante o dia 14 de Janeiro e com integral respeito pelas normas vigentes e demais preceitos de segurança sanitária e rodoviária. Face ao momento presente, é apenas um testemunho e não constitui qualquer incentivo ao não cumprimento das regras legais)

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2 opiniões sobre “Fogo cruzado no Montejunto!”

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