Sonhos e Projectos

Esta é uma página dinâmica. Aqui irei incluindo aquelas viagens, maiores ou menores, longínquas ou próximas, que vão povoando a imaginação. Se a expectativa de realização futura for inferior a 50% diria que ficam no campo dos sonhos…mas se a probabilidade de concretização superar aquele valor então irão para o capítulo dos projectos. Estes últimos merecem um maior detalhe de planeamento que quanto maior for, mais próximo poderá estar da realização. Tudo isso será aqui partilhado.

Mas a dinâmica será dada também pelo acrescentar  a cada sonho ou projecto de detalhes, sugestões, ideias que forem surgindo, mesmo que esse não seja aquele que está na calha para próxima concretização. No fundo, será a gaveta onde se irão acumulando dados e conhecimento que mais tarde poderão ser fundamentais, para que nada se perca da pesquisa que for sendo acumulada.

SONHOS
  • Do Cabo da Roca ao Cabo Norte

Sei que esta viagem é o sonho de muito motociclista. Não fujo à regra. Pelo significado que tem e pela dificuldade que lhe está inerente: distância, tempo necessário, logística, verba… O que só aumenta o desejo!

Quando pensei um pouco mais no que poderá ser uma viagem como esta, desde logo uma questão se coloca, porque a resposta influencia de forma determinante todo o planeamento: o objectivo é simplesmente “colocar a bandeira” no Cabo Norte ou aproveitar a viagem para desfrutar o máximo que o trajecto pode oferecer? Pela complexidade da montagem da viagem, em qualquer das opções parece-me que, sendo possível, a segunda opção será a mais válida…embora mais exigente em todos os factores atrás referidos.

Assim, à medida que no mapa, ia “subindo” por essa Europa fora, alguns pontos foram acrescentando aliciante à viagem. Dando de barato os dois trajectos (na ida e na volta) de cerca de 1000 km na travessia de Espanha, o percurso efectivo começa após a entrada em França.

Uma passagem em Le Mans (eventualmente com uma espreitadela a algum dos castelos do Loire se se proporcionar entretanto), outra em Spa-Francorchamps já na Bélgica ou um pouco mais adiante, a inevitável paragem em Nurburgring… assim se prestando a devida vénia a 3 das catedrais do desporto motorizado, tudo isto num caminho que nos conduz à travessia Copenhaga – Malmo pela ponte-túnel que as une.

Da Suécia à Noruega, passando pela capital Oslo e orientando o azimute para a Autoestrada do Atlântico e mais acima para o Caminho dos Trolls – Trollstigen – e depois reentrando na Suécia ou em alternative, continuando pela costa ocidental da Noruega (pelos fiords) com passagem pelas ilhas Lofoten (o que obrigará a uma sucessão de travessias em ferry – li algures que são gratuitos para motos…será?), tudo isto palmilhando os mais de 3 mil quilómetros desde a entrada na península escandinava até ao desejado Cabo Norte.

Depois…o regresso. Que poderá ser pela Finlândia dos mil lagos, paises bálticos (Letónia, Estónia e Lituânia) em direcção à Polónia. Uma dúvida aqui: resistir à tentação de visitar S.Petersburgo? Implicaria sair do Espaço Schegen (vistos e demais formalidades) e enfrentar a entrada na Rússia, nem sempre pacífica a acreditar em muitas descrições. Se a viagem for a solo, a evitar certamente!

Na Polónia, uma paragem em Cracóvia (Auschwitz) e finalmente a chegada à Áustria, para algo completamente diferente (como diriam os Monthy Python): os passos alpinos. Desde logo o obrigatório Großglockner Hochalpenstraße perto de Linz, a passagem para Itália com o inevitável Stelvio e depois todo o percurso junto à fronteira italiana-suíça, até Chamonix, novamente em França. Daqui uma descida ainda em percurso alpino até Marselha (Col d’Issoard, Col de la Colombiére, Alpe d´Huez são nomes míticos entre tantos outros do Tour de France), em preparação para as etapas finais, com uma passagem em Andorra e talvez uma “voltinha” adicional, desta vez pelos picos pirenaicos mais famosos do Tour, com o Tourmalet à cabeça.

Finalmente…a travessia de Espanha novamente, em tirada directa até Portugal.

Cerca de 14 mil quilómetros, aproximadamente 2.000€ só para combustível e portagens aos quais há a  acrescer o alojamento e os “morfos”…mais os “souvenires”…

Ambicioso? Muito, muito ambicioso! Mas esta é a viagem de uma vida!

  • A Rota de Napoleão e os Alpes Ocidentais

A história começa a 1 de Março de 1815, quando Napoleão Bonaparte pôs o pé em terra, na praia de Golfe-Juan (sul de França), depois de 1 ano de exílio na Ilha de Elba. Ao seu lado, 1200 homem preparados para conquistar Paris e sentarem o seu Imperador no trono de França novamente. Aqui começou uma jornada épica de 6 dias e 324 quilómetros. Napoleão e os seus homens rumaram aos Alpes através dos trilhos das mulas, por forma a não serem detectados pelos inimigos “Realistas”.

A Rota Napoleão, assim chamada oficialmente desde 1932, segue rigorosamente parte deste itinerário, atravessando duas regiões – Provence-Alps-Côte d’Azur e Rhône-Alpes – e quatro departamentos – Alpes Maritimes, Alpes de Haute-Provence, Hautes-Alpes e Isère. Em Vallauris Golfe-Juan, mítico ponto de partida, ocorre anualmente uma reconstituição do desembarque de Napoleão, nos princípios de Março.

Gradualmente deixando para trás a costa mediterrânica, o itinerário atravessa diversas vilas típicas da Provence, como Cannes e Grasse

À medida que o exército avança para o interior, a altitude começa a fazer-se sentir. A cidade de Catellane, pertos das Gorges du Verdon, é um importante ponto de passagem antes das dificuldades do Col des Léques. Prosseguindo, as tropas passam por Dignes, Sisteron e Gap a partir de onde o terreno é cada vez mais irregular e íngreme. Entram finalmente nos Alpes. Quilómetro após quilómetro, Napoleão fica cada vez mais confiante ao verificar que a sua popularidade permanece intacta. Se um local deve ser recordado, é a cidade de Laffrey. Aqui fica a “planície do reencontro”, onde o futuro imperador convoca as tropas reais para se juntarem ao seu próprio exército. O sucesso da iniciativa  e esta vitória simbólica vão levá-lo triunfante até Paris onde destrona o rei Luis XVIII. Era também o início do reinado de 100 dias que o levaria até à derrota final em Waterloo, em Junho do mesmo ano  e posteriormente ao desterro na Ilha de Sta. Helena onde viria a morrer.

Em testamento, Napoleão deixou um legado para que fossem construidos albergues de montanha em diversos dos locais por onde passou na sua jornada épica. Muitos desses albergues são hoje pousadas. E estradas foram também sendo construídas, principalmente a partir de 1932 com uma visão de conjunto sob a designação de Rota de Napoleão, por forma a acompanharem o histórico trajecto.

RotaNapoleao

  • Northwest 200, Ilha de Man e Irlanda

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  • Málaga – os caminhos de Alex

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PROJECTOS
  • A rota da minha infância

Esta é uma jornada de um dia por estradas que me recordam as viagens de infância. As vindas a Lisboa, sem Ponte Sobre o Tejo e suportando a fila em Cacilhas para o cacilheiro que atravessaria o Tejo. A passagem em Alcácer do Sal, com a metálica ponte móvel. As idas a Santiago do Cacém pelas curvas e contracurvas da Serra de Grândola. A praia com a família em Sines primeiro e em Santo André mais tarde. Os mergulhos com os amigos em Melides. Porto Côvo (ainda o Rui Veloso não o tinha descoberto) e São Torpes. A primeira experiência de “condução” sentado no colo paterno, ao volante do Ford Cortina familiar, na estrada de terra batida (a única) que levava a Tróia. Ou as excursões escolares para um dia passado nas espectaculares piscinas da Torralta…então já com a astrada asfaltada.

Um dia por parte da N120 (que termina já no Algarve), com passagem nas Serras de Grândola e Cercal. E regresso junto à costa alentejana.

Aqui o relato: O que é (Estrada) Nacional é bom!

  • Alentejo profundo: Alqueva, Mértola e Minas de S. Domingos

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  • Serra da Estrela

Feito! Na 1ª semana de Outubro de 2018, percorremos as principais estradas da mais alta serra de Portugal Continental.

Aqui o relato: Serra da Estrela… e algo mais 

  • Lousã e Aldeias de Xisto

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  • Alto Douro Vinhateiro e N222

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  • N118 – uma Estrada que atravessa mas não divide

A caminho da Serra da Estrela, uma primeira etapa, a EN118 do Montijo até Alpalhão.

Aqui o relato: EN 118 – do Montijo a Alpalhão

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